Equity Crowdfunding é opção para pequenos que querem crescer


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A operação de equity crowdfunding, permite que empresas busquem recursos financeiros para seu projeto de ampliação de capacidade, vendendo parte de seu capital. O tipo de financiamento, seja para expansão ou startups, é bastante comum em vários países. O equity crowdfunding busca o levantamento de recursos com a venda de participação da empresa, trazendo pequenos e médios investidores para se juntarem aos atuais sócios dentro de um modelo de governança com participação e engajamento.

Como menciona o professor da Universidade da Pensilvânia, Ethan Mollick, em artigo publicado pela Harvard Business Review, o maior valor de um crowdfunding não é o dinheiro, mas a comunidade. Seguindo essa linha, a cervejaria Leuven de Piracicaba é uma das primeiras a fazer uso do sistema no Brasil, batizando seus novos e futuros sócios de cavaleiros da cruzada.

A abertura do capital da Leuven segue a recém-publicada instrução normativa 588 da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que regula a oferta pública de distribuição de valores mobiliários de emissão de empresas de pequeno porte, por meio de plataforma eletrônica. A norma tem a finalidade de assegurar a proteção dos investidores e possibilitar a captação pública por parte destas sociedades.

“No caso da Leuven, não partimos do zero. Já existe um track record de mais de dois anos de crescimento consistente. Queremos sócios apaixonados, engajados, e não apenas investidores. O foco é formar uma comunidade de pessoas que acreditem na Leuven, formando um grupo que se identifique com a marca e entenda que estamos no caminho certo. O que estamos propondo é uma comunidade para que, juntos, possamos criar um grupo pessoas empurrando uma cervejaria, um empreendimento, assim como a Brew Dog fez”, comenta o empresário Gustavo Barreira, sócio da Leuven.

O selo Cerveja Leuven Knights é a marca registrada da operação de equity crowdfunding. Com um investimento a partir de R$ 5 mil, a empresa tem como meta disponibilizar dois tanques com capacidade de 1.000 litros cada para um dos novos sócios. Lá eles poderão fazer suas próprias receitas e a Leuven oferecerá todo suporte técnico, incluindo infraestrutura, envase, embarrilhamento e rótulo – o cotista terá que custear apenas os ingredientes da sua receita; atualmente, o setor cobra até R$ 15 por litro somente para o uso das instalações fabris.

“Também criaremos de comitês, com participação de representantes dos novos cotistas para os assuntos inovação e marketing. Destes grupos a administração da cervejaria receberá ideias, sugestões, contribuições para reforçar a marca, criar valor e expandir seus negócios, visto que este é o interesse comum”, diz Gustavo Barreira.
Estas foram formas que a Leuven encontrou para envolver seus novos sócios no negócio. “O pequeno investidor é o perfil de pessoa que faz cerveja em casa e que vai ser um entusiasta para fazer cerveja na fábrica. Nossa aposta é a de que os novos sócios se entusiasmem com a possibilidade de fazer sua receita em escala industrial. Em contrapartida, a Leuven terá novas receitas passando pela fábrica todos os meses e muitas poderão ser aproveitadas”, explica Barreira.

A Leuven é uma das primeiras empresas brasileira a vender participação conforme a instrução 588 da CVM. Todo o trâmite será feito por meio do site Broota – plataforma de especializada em crowdfunding de investimento e atualizada dentro do que exige a CVM. Todo planejamento da Leuven foi realizado com a consultoria jurídica de Alexandre Garcia, especialista em startups e inovação, com expertise na CVM.

“O Broota tem o papel de garantir a aderência à nossa oferta de acordo com o que diz a instrução 588, checando toda documentação necessária, como estatuto social, para fazer o lançamento. O site faz todo o filtro e diligência e a responsabilidade sobre a veracidade é nossa”, destaca Barreira.

A expansão contempla a instalação de uma nova fábrica em um prazo estimado de 10 meses, processo que deve estar concluído no fim de 2018. A Leuven sairá de uma planta no Centro de Piracicaba, com 250 m2, para a Usina de Inovação, no bairro Monte Alegre, com 800 m2. O objetivo é captar entre R$ 1 milhão a R$ 1,5 milhão – aplicados da seguinte forma: 70% para a nova fábrica, 15% aquisição de equipamentos (tanque, pasteurizadora) e o para restante capital de giro. A mudança de endereço irá refletir em aumento imediato da capacidade de produção de 20 mil para 35 mil litros mensais e, no longo prazo, a meta é alcançar 50 mil com o investimento dos novos sócios.

“Apesar de ser uma empresa em expansão, de porte pequeno, oferecemos segurança aos novos sócios com instrumentos sofisticados idênticos as empresas de governança elevada”, pontua Barreira.

Lançamento

A oportunidade de investimentos já está aberta no site do Broota (broota.com.br/empresas/cervejaria-leuven). Para celebrar o lançamento, a Leuven promove um grande evento, no dia 28, na área da Usina de Inovação, no Monte Alegre, em Piracicaba (SP), a partir das 9h.
O lançamento do plano de expansão contará com as apresentações sobre o mercado de cervejas artesanais, a ser proferida por Estácio, do Instituto da Cerveja,seguida de uma apresentação sobre a Leuven com Gustavo Barreira; fechando com a estrutura jurídica do crowdfunding e platadorma, a ser apresentada pelos advogados da empresa.
O evento será encerrado com a degustação das cervejas Leuven – que hoje conta com um portfólio de sete rótulos: red ale, witbier, golden ale, pilsen, dubbel, dubbel cacau, belgian IPA. Neste ano, a cervejaria levou três prêmios na edição de 2017 do World Beer Awards, em Londres. O concurso foi disputado entre 1,9 mil rótulos produzidos em cerca de 40 países. A Leuven Red Ale, Leuven IPA Dragon e Leuven Witbier levaram a melhor na disputa que é conhecida como a Copa do Mundo da Cerveja conquistando a medalha ouro.

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