Feira reúne agências de licenciamento


Compartilhar

Nos próximos dias 29 e 30 de agosto, as principais agências licenciadoras e estúdios de entretenimento vão se reunir em São Paulo para a Expo Licensing Brasil, maior evento focado em licenciamento de produtos da América Latina. Na ocasião serão apresentados os mais recentes lançamentos e tendências que prometem dominar o mercado na próxima temporada.

De acordo com o estudo divulgado pela ABRAL, as propriedades internacionais ainda dominam o mercado com 80% de participação, ante 20% de marcas e personagens  nacionais. “O mercado de licenciamento está se educando, se profissionalizando. Como resultado disso, o Brasil está tendo um avanço em relação ao desenvolvimento de programa de licenciamento para marcas nacionais, que, inclusive, estão ganhando espaço no exterior, como Turma da Mônica, Galinha Pintadinha, Show da Luna, entre outras”, ressalta Marici.

Pensando no desenvolvimento do setor, a ABRAL recentemente firmou uma parceria com a LIMA – Licensing Industry Merchandiser’ Association, organização internacional que trabalha para a consolidação e expansão do licenciamento no mundo, para somarem esforços e auxiliarem o mercado nacional de licenciamento a crescer.

No Brasil, o mercado de produtos que trazem marcas e personagens licenciados movimenta cerca de R$ 18 bilhões, gerando 1.500 empregos diretos e milhares indiretos. Existem atualmente 350 empresas que trabalham com 600 marcas licenciadas, de acordo com Marici, uma pequena fatia diante do potencial de expansão existente. “Se tomarmos os Estados Unidos como exemplo, eles têm um mercado de licenciamento muito mais desenvolvido, melhor estabelecido. Ainda temos muito espaço para crescer, principalmente no segmento adulto que por aqui representa 40% do total”, afirma.
Para o consultor Marcus Macedo, o licenciamento de marcas e personagens pode ser um grande agregador de valor e importante diferencial competitivo. “Este tipo de ferramenta é um sofisticado agregador de valor para um produto que na prateleira, além da qualidade, não teria diferencial. Uma grife por trás do produto faz toda a diferença. Aliás, existem marcas que valem muito mais do que todos os ativos da empresa”, considera.

Compartilhar